terça-feira, 10 de setembro de 2013

O futuro de um galo rouco

Numa aldeia, um galo canta. Esta é a notícia.
Um vizinho anónimo e incomodado pelas horas impróprias a que o galo canta, faz uma queixa e deixa duas hipóteses: ou matam o galo ou o caso vai para tribunal. Independentemente da decisão, ninguém se está a lembrar das galinhas que ali ficam sozinhas... e solidão de uma galinha pode ser muito mais barulhenta. A dona do animal, ainda surpresa, refere que o «o galo até é rouco, nem canta muito alto».

O 'Não foi, mas podia ter sido...' não pode ficar indiferente e tenta atenuar o trabalho do juíz, que por ser funcionário público deve estar a passar um mau momento, e dá duas sugestões:
 - se os donos têm um sentimento especial pelo galo  (o que não parece, mas está bem...) e não se querem separar dele para sempre: CATAVENTO
 - se nem se importam de o matar ou se tiverem mesmo que ser obrigados a isso: 


Tipo de prato: Cozinha francesa 
4 Pessoas
Médio
Fácil
 
Ingredientes  
  • Azeite: 0,5 dl
  • Bacon: 2 fatias 
  • Farinha: 2 colheres de sopa
  • Galo cortado em pedaços: 1
  • Ervas aromáticas frescas (tomilho, louro, salsa): 1 mão-cheia
  • Alho: 3 dentes
  • Vinho tinto de boa qualidade: 2 copos
  • Cenouras: 300 g
  • Cogumelos parisienses: 300 g
Preparação  
Num saco de plástico limpo, misture o sal e a pimenta com o alho picado, ervas aromáticas picadas e farinha. Passe os pedaços de frango por esta mistura, até que fiquem bem envolvidos.
Aqueça metade do azeite e junte o bacon. Adicione os pedaços de frango e deixe alourar. Junte o vinho a pouco e pouco e deixe cozinhar. Quando levantar fervura, reduza o lume, tape e deixe a guisar mais algum tempo, até a carne estar tenra.
Coza as cenouras lavadas e cortadas em pedaços em água salgada e depois salteie no azeite que sobrou. Adicione os cogumelos e junte tudo ao frango. Está pronto a servir.

Fontes:
http://www.jn.pt/live/Atualidade/default.aspx?content_id=3411406
http://sabores.sapo.pt/receita/coq-au-vin-1

"Rentrée"... editorial!

Um pouco a lembrar os momentos de felicidade que eram os três meses de férias escolares, o "Não foi, mas podia ter sido..." regressa agora com actualidade.
E para aqueles que se questionaram se teríamos fechado portas, como em cada vez mais casos neste país, por falta de dinheiro aqui fica a resposta:
«Não. Estamos habituados à falta de verbas e ao trabalho com poucos recursos. Somos uma redacção pequena, sem patrão e com vontade própria. Estivemos algum tempo sem vontade... agora voltamos cheios dela!»

sábado, 4 de maio de 2013

Anyone?

Nós, os membros do'podia ter sido', já estamos a actualizar os CV's! Sabemos fazer muito bem croissants...

DN 04.05.2013


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Isaltino Morais é que é o presidente da Câmara!

Nem o dia da liberdade safou Isaltino Morais. Em 2011 foi preso num dia e saiu em liberdade no outro. Desta vez ficou. Ficou na prisão e ficou a gerir (a partir de lá) a câmara de Oeiras.
O 'podia ter sido' questina-se acerca das coisas mais básicas:
- As reuniões de câmara serão feitas por skype ou por sinais de fumo?
- Os eventos de maior importância terão sede no estabelecimento prisional já que Maomé não poderá ir à Montanha?

Isaltino Morais é que é o presidente da Câmara! Ele é que é o presidente da Câmara! Ele é que é! Ele!


Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3185341&page=2

25 de Abril Sempre e não 'o de sempre'

Sim, «25 de Abril Sempre», mas com formatos diferentes para não cansar.
Este ano as mutações foram:
  • A música de abertura da sessão solene na Assembleia da República era da autoria de um 'vivo', mas que não esteve presente por 'birra' - Manuel Alegre;
  • O Presidente da República, Cavaco Silva, não levava cravo na lapela, provavelmente porque a Maria os arrancou a todos para fazer "um arranjo muito bonito";
  • Quatro dos seis grupos parlamentares foram representados por mulheres que falaram de um evento em que tinham:
  1. Heloísa Apolónia / «Os Verdes» / 4 anos (nascida em 1969)
  2. Catarina Martins / BE / 1 ano (nascida em 1973)
  3. Paula Santos / PCP / -6 anos (nascida em 1980)
  4. Cecília Meireles / CDS / -3 anos (nascida em 1977) 
  5. A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, 'safa-se' com 18 anos no ano da revolução;
  • O discurso de Cavaco Silva, que todos adivinhavam como 'apaziguador inter-partidário' ou então de grande contestação ao Governo, privou por uma 'simpatia governamental absurda', que poderá separar ainda mais PS e PSD do objectivo de se unirem 'por um Portugal melhor';
  • «Grândola, Vila Morena» foi cantada - bem cantada / dentro de paredes - não fora / com letra na íntegra - não aos soluços por só se saber o refrão / sem interrupções;
  • Os jardins do Palácio de São Bento não estão abertos ao público.
Assim foi o nosso 25 de Abril de 2013.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Com quantos acabará?

Ninguém aprende sem errar: verdade.
Dificilmente se acerta à primeira: autêntico.
Mais vale muitos na mão, do que uma data deles a voar: certo.
Há que ter dois palmos de testa e perceber que isto não vai lá nem com mais gente: realidade.

Cada vez que o Primeiro Ministro faz um 'ameaço de remodelação', provoca inquietude na população que faz contas à vida. Sai um, entram (pelo menos) dois. A despesa do Estado que, teoricamente é para diminuir, aumenta a cada 'arrependimento' de escolha profissional de Pedro Passos Coelho - ou dos próprios.

Miguel Relvas foi substituído por DOIS novos ministros, depois de DOIS secretários de Estado foram substituídos por CINCO. Agora saíram SEIS para entrarem SETE. Apenas UM foi substituído por UM: o da Cultura. Assim se vê a (fraca) aposta deste Governo na pasta.

Mas o 'Não foi, mas podia ter sido...' procurou uma explicação para que o XIX Governo Constitucional esteja agora maior (12 ministros e 38 secretários de Estado - 51 governantes com PM) do que há dois anos atrás quando foi formado (11 ministros e 36 secretários de Estado - 48 governantes com PM). Passos Coelho afirmou: «as notícias esclarecem e deviam-no saber. Quase 925 mil portugueses estão desempregados - desses, mais de 50% não recebem qualquer subsídio. Estou a ajudar pessoas. Simplesmente a ajudar pessoas».

Enquanto ele acreditar, nós somos obrigados a acreditar também?


Fontes:
http://www.tvi24.iol.pt/503/politica/governo-secretarios-de-estado-tvi24/1442205-4072.html 
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3180571
http://www.publico.pt/economia/noticia/numero-de-desempregados-com-direito-a-subsidio-diminuiu-em-marco-1592143

domingo, 21 de abril de 2013

Alguma vez circularam em Portugal?

O secretário-geral do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) propôs ontem o fim das notas de 500 euros, para lutar contra o crime organizado e contra a fuga de capitais.
Para os portugueses, não haverá muita diferença. O 'Não foi, mas podia ter sido...' fez um quick vox pop e chegou à conclusão que, em 38, apenas um português já esteve com uma na mão. Foi Dionísio (nome alterado para protecção da fonte), o larápio que surrupiou a carteira do membro da 'Troika' no eléctrico 28, há uns meses. «Foi por pouco tempo que a tive. Pensei que fosse falsa e que aquela imagem fosse uma fraude da internet, por isso deitei-a fora».
Lá está, a boa razão para extinguir estas notas: 'fuga de capitais'. Na realidade, foi o que aconteceu ao furtado e ao próprio ladrão.

Fonte: