Já dizia o outro: "falem bem ou falem mal, o que importa é que falem". E durante umas horas, 'nuestros hermanos' deram-nos honras de primeiras páginas. O golpe de Estado que se passou em Portugal não saiu dos ecrãs dos computadores: twitterers de todo o mundo falaram do país onde (supostamente) os militares (falidos) abundavam nas ruas 'montados' nos seus tanques (sem combustível), os aviões (que são poucos para apagar incêndios) sobrevoavam Lisboa (pacífica), o Parlamento foi dissolvido (enquanto Passos Coelho dormia) e o 'tuga', como bom 'corno', não sabia de nada (porque estava agarrado ao facebook). Tudo não passou de uma brincadeira que ganhou contornos impressionantes. O rumor terá nascido em Espanha e teria sido tomado como certo por alguns media internacionais, como o El País e a agência Associated Press, mas, afinal, até as imagens não passavam de montagens. Fonte: http://expresso.sapo.pt/golpe-de-estado-em-portugal-no-twitter=f716607
Passámos no exame da Troika. Somos "extraordinariamente bons". Foi Peter Weiss, um dos chefes da missão da Troika quem o disse, hoje, na apresentação da revisão da revisão da revisão do programa. Sim, porque já vamos na terceira. Tudo isto significa que o nosso governo (daqui para frente referido como "alunos") teve avaliação de 20 na cadeira de Costura. Sim, os alunos sabem cortar muito bem. Nota máxima! Mas nada disso importa porque "a performance tem sido muito boa". Contudo, o "prof" João Proença deu-lhes uma valente nega na cadeira de área projecto. Os alunos falharam no projecto de final de curso "na área do emprego o ritmo do governo é devagar, devagarinho e parado", acusou o prof. Nós, portugueses, já tínhamos reparado. Mas nada disso importa porque as medidas que constavam no programa foram "total ou parcialmente complectadas ou estão em aplicação". Nós já tínhamos reparado. Lá em Bruxelas, foram um bocadinho apanhados de surpresa com os números do desemprego, de facto. Coisa que nós também já tínhamos reparado. Se quiserem, senhores da troika, nas vossas férias, podemos fazer nós a próxima revisão da revisão da revisão da revisão do programa. Rever nunca é demais, não vá haver por ai uma gralha. Mas nada disso LHES importa porque "somos enormes, somos ambiciosos".
Um estudo, que passa todos os dias nas nossas televisões, revela que os portugueses andam cada vez mais contentes no desempenho das suas funções enquanto trabalhadores. Hoje em dia, os trabalhadores cantam e dançam enquanto desenvolvem a sua prática laboral. Sempre com um sorriso revelador de boa disposição. Sempre com motivação, sempre com empenho, com gosto, para que tudo esteja feito a tempo e horas. Sempre a pensar no consumidor final, no cliente. Há alegria no trabalho, afinal, e são estes vídeos que o comprovam:
A crise chegou ao sexo e está a afectar, em muito, a venda de comprimidos para a disfunção eréctil. "A vontade já não era muita, mas agora, com a conjuntura económica que vivemos já não há maneira de 'levantar o zezinho'", afirmou ao 'Não foi, mas podia ter sido...' um qualquer português chamado José (nome fictício). E acrescenta: "Há um ano atrás, quando tudo começou a piorar, ainda juntava dinheiro para umas 'pílulas azuis'. Não passava sem fazer o amor com a minha senhora. Depois tive que os começar a poupar e já só os usava uma vez por mês. Os dois últimos comprimidos já só foram usados no espaço de três meses". E agora? "Agora? Agora nem posso 'brincar'...". Além das famílias, também há profissões em risco devido à crise na venda deste tipo de medicamentos. A Associação de Mulheres que Vendem o Corpo (AMVC) já veio queixar-se através da porta-voz Cacilda Soares: "nós sabemos que muitos clientes precisam dos comprimidos para usarem o que vendemos. Se eles não têm dinheiro para gastar na farmácia, escusam de vir ter connosco porque não fazemos milagres". Os portugueses demonstram assim mais uma forma de descontentamento e de infelicidade. Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/disfuncao-erectil-vende-menos-2-milhoes
Umas férias num cruzeiro sempre foram mais apetecíveis para um 'público' entre os 50 e os 80 anos, mas o mundo das viagens está a mudar. Passar 15 dias num cruzeiro de luxo, ou nem por isso, poderá vir a ser a viagem de uma vida, as férias de sonho de qualquer adolescente, pois poderão ser 15 dias radicais onde se parte e não se sabe qual é a próxima escala ou se se voltará realmente a terra. Um cruzeiro com cerca de mil pessoas a bordo andou mais de 24h à deriva por águas (que pensam ser) filipinas, depois de um incêndio nos motores que feriu cinco tripulantes por inalação de fumos. As agências que preparam anualmente viagens de finalistas já pensam nesta opção para a Páscoa de 2013 e a TVI já tem uma equipa de produtores a pensar num possível novo reality show, 'Perdidos no Oceano'.